Coleta de dados para Marketing Imobiliário: saiba como fazer

Do momento em que acorda até o momento em que vai dormir você gera e colhe muitos dados e nem se dá conta. No contexto mercadológico, a coleta de dados é feita de forma consciente e orientada a objetivos específicos.  

Para entender o papel da coleta de dados em marketing imobiliário e aprender como fazer da maneira correta precisamos, primeiro, esclarecer o conceito. 

Sumário

O que é coleta de dados? 

A coleta de dados é a ação de colher e agrupar dados que estão disponíveis de diversas formas e que, sozinhos, não são necessariamente conclusivos.  

Desde o planejamento para a construção do empreendimento até as etapas de pós-venda, a coleta e interpretação de dados precisam existir. Porém, cada etapa do processo tem foco em grupos de dados distintos e tem diferentes objetivos.  

Claro que cada incorporadora, construtora ou loteadora possui particularidades e objetivos diferentes com a coleta de dados, mas no geral são esses os principais objetivos: 

  • acompanhar as mudanças do mercado; 
  • entender tendências e antecipar ações; 
  • tomar decisões e aprimorar o produto; 
  • perceber padrões ou mudanças de comportamentos do consumidor. 

Coleta de dados na era digital

coleta de dados: imagem de mãos de duas pessoas segurando cubos com ícones de redes sociais.

No meio digital, é normal que todas as ações que tomamos e “rastros” que deixamos virem dados. Grande parte desses dados são comportamentais, diferentemente de tempos atrás, quando os poucos dados aos quais tínhamos acesso, nos meios offline, restringiam-se a dados pessoais (como nome, idade e formação).  

Um exemplo disso é que hoje é possível saber que tipo de conteúdo pessoas de uma certa idade consomem nas redes sociais: que tipo de vídeos visualizam, que posts curtiram no Instagram, etc.  
 

Por conta dessa grande quantidade de dados comportamentais disponíveis facilmente e de discussões sobre os limites da privacidade e segurança no meio digital é que medidas como a criação da LGPD foram tomadas. Nesse e-book falamos tudo sobre a LGPD para incorporadoras. 

Hoje em dia é comum que a saúde do negócio dependa da sua relação com o tratamento de dados. Já falamos anteriormente aqui no Blog do CV sobre a importância da cultura data driven e como aplicá-la na gestão imobiliária.  

Análise de dados

Após fazer a coleta de dados é necessário tratar, analisar e só então obter informações conclusivas. A interpretação dos dados é a etapa seguinte à coleta, mas é importante deixar claro que já na etapa de coleta é necessário saber onde se pretende chegar.  

Ter o ICP (Ideal Customer Profile ou Perfil de Cliente Ideal) em mente, por exemplo, é o primeiro passo para definir que tipos de dado coletar. O objetivo de vendas e das ações de marketing também precisam estar bastante claros.  

Inclusive para criar a sua persona é necessário fazer uma coleta de dados minuciosa e as redes sociais oferecem dados sobre o comportamento dos usuários que são úteis e acessíveis a todos de forma gratuita. No Facebook Audience Insights, por exemplo, é possível criar públicos usando filtros de localização, faixa etária, interesses, etc.  

Análise de dados: dashboard com um gráfico de pizza e dois gráficos de barra

Nesse artigo, explicamos melhor como criar a persona para a sua incorporadora. 

Nesse exemplo, fica claro que essa é a fase de agrupamento de dados. Posteriormente, com a sua persona criada, é o momento de colher dados de rotina do grupo de pessoas que se encaixam no seu perfil de consumidor para, então, fazer a análise desses dados. 

Coleta de dados orientada ao marketing imobiliário

Para ações de marketing e vendas mais assertivas, os times comercial e de marketing precisam estar atualizados com os dados corretos. Para que isso aconteça, é interessante fazer reuniões periódicas para a apresentação dos dados disponíveis.  

É nesse momento que é discutido o que aconteceu durante os ciclos de análise e o que foi descoberto durante uma coleta de dados ocasional. 

Esses dados precisam vir das duas direções:  

Por exemplo: se na sua incorporadora é comum que num determinado período do ano exista um pico de vendas e num outro período o número de vendas diminua, é possível distribuir o orçamento de marketing de modo que o período de menor volume de vendas ganhe mais esforços de comunicação.  

Em contrapartida, a etapa de coleta de dados pode ser difícil, pois existe uma grande quantidade de dados disponíveis para o mercado e se o objetivo com a coleta não for claro, essa etapa pode demorar mais tempo do que o previsto. Por isso lembre-se sempre de ter uma persona bem definida.  

Infográfico sobre experiencia do cliente

Técnicas de coleta de dados: Que dados coletar na hora de construir a sua estratégia?

imagem de quatro cubos de madeira empilhados com ícones de uma pessoa, engrenagens, um alvo e uma lâmpada.

Antes de pensar nas etapas comerciais, existe a etapa de planejamento da obra, que, claro, também precisa ser pautada em dados, pois essa é a etapa estrutural. É possível ter uma visão ampla de todo o processo e entender melhor o investimento que está sendo feito.   

Alguns dados coletados nestas etapas podem e devem ser utilizados nas etapas comerciais como, por exemplo, os dados coletados nos bancos de dados das prefeituras a respeito do bairro. Obras autorizadas de estabelecimentos comerciais também podem servir como argumento na hora de convencer que o bairro em questão é promissor.  

Mas além da etapa de planejamento, a coleta de dados antes, durante e depois do processo comercial é indispensável. 

Tipos de coleta de dados

É imprescindível analisar o micro e o macroambiente na hora de coletar dados. Existem duas fontes de dados que podemos coletar interna e externamente à sua empresa: 

  • Dados primários; 
  • Dados secundários. 

Dados primários

Os dados primários são aqueles que a sua empresa já possui. É o seu banco de dados alimentado durante uma campanha de marketing ou um atendimento ao cliente.  

É imprescindível que todo o time tenha uma visão ampla de coleta, pois tudo o que acontece desde a captação do lead até as etapas de pós-venda são dados e podem ser úteis aos seus objetivos de marketing.  

Onde fazer a coleta de dados primários

O uso da tecnologia se tornou divisor de águas e os softwares de gestão ainda mais necessários. Alguns dos dados básicos usados em campanhas de marketing são: 

  • dados demográficos dos seus leads; 
  • origem dos leads; 
  • interesse em tipos de empreendimentos; 
  • taxa de abertura de e-mails; 
  • interações com publicações de campanhas (cliques, visitas à página, reações, comentários…); 
  • páginas mais acessadas do seu site. 

Todas essas informações podem vir de lugares diferentes, por isso é importante ter um lugar onde compilar todos os dados e complementar com novos.   

Um bom CRM imobiliário que atenda todas as suas necessidades é um enorme aliado, pois pode gerar dados de forma automática de acordo com as suas necessidades e oferecer dashboards completos e de fácil compreensão para compor uma base de dados riquíssima. 

Dados secundários

coleta de dados: imagem aérea de edifícios com ilustrações de pin de localização em cima.

Os dados secundários são os dados externos à sua empresa. São dados do mercado, de outras plataformas onde o seu público está presente, de fontes governamentais, etc. Esse tipo de dado já foi coletado e analisado. O seu papel é encontrá-los, filtrar as informações necessárias para o seu objetivo e cruzar com os seus dados internos.  

Onde fazer a coleta de dados secundários

Como falei anteriormente, todas as nossas ações na internet transformam-se em dados. O tipo de imóvel que alguém buscou num portal imobiliário ou no Google Trends, por exemplo, o horário que usou a plataforma para buscar empreendimentos, os dados demográficos, etc.

Todos esses dados são compilados e através da interpretação deles conseguimos traçar perfis e comportamentos do consumidor para cada tipo de imóvel e assim focar as campanhas de marketing nos públicos certos. 

Por isso, portais imobiliários são úteis não só para o consumidor final, mas para a coleta de dados que serve a quem trabalha no mercado imobiliário. Além disso, estar atualizado sobre o mercado imobiliário ajuda a cruzar os dados e ter informações mais completas. 

Alguns exemplos de portais que oferecem esses dados são: 

  • Imobi Report: Notícias e outros conteúdos sobre o mercado imobiliário para se manter atualizado. Também funciona na versão gratuita como uma newsletter e na versão paga como assinatura; 
  • Imovelweb: além de notícias e materiais de apoio, também oferece pesquisas de mercado para entender tendências; 
  • Quinto Andar: também usa dados próprios e cruza com os índices de mercado para oferecer artigos de inteligência de dados; 
  • Abrainc: Além de notícias, artigos e outros conteúdos, a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias produz indicadores de mercado sobre o setor imobiliário; 
  • CBIC: A Câmara Brasileira da Indústria da Construção possui um extenso banco de dados disponível com indicadores indispensáveis para incluir na sua estratégia de vendas. 

Conclusão

Dá para perceber que hoje a informação é moeda de troca. Estratégias de inbound marketing são exemplos claros de como essa troca acontece: a empresa oferece conhecimento em troca de dados do consumidor. E mesmo depois que a venda acontece esses dados continuam sendo úteis e formam bases de dados que serve ao mercado.  

É importante estar atualizado com relação a esse tipo de informação, pois na era digital o comportamento dos consumidores pode mudar muito rápido e o mercado imobiliário precisa acompanhar essas mudanças. 

FAQ: perguntas frequentes sobre o tema 

O que é coleta de dados? 

A coleta de dados é a ação de colher e agrupar dados que estão disponíveis de diversas formas e que, sozinhos, não são necessariamente conclusivos. 

Onde fazer coleta de dados? 

É possível coletar dados externos à empresa em sites de pesquisa ou em publicações públicas de outras empresas ou até mesmo comprar serviços de pesquisa exclusivas. Já os dados internos podem ser coletados em softwares de gestão, redes sociais, banco de dados e outros. 

O que é uma coleta de dados no marketing? 

É o agrupamento de dados para posterior interpretação com foco em resolver problemas de comunicação ou de vendas. 

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